O pioneiro Ashbel Green Simonton chegou ao Brasil no dia 12 de agosto de 1859. O primeiro culto regular aconteceu no dia 19/05/1861 no Rio de Janeiro, contando com dois assistentes. Naquela oportunidade constituiu diácono um dos assistentes; durante as pregações posteriores pessoas se converteram, e no dia 12 de janeiro de 1862 aqueles conversos, foram recebidos à comunhão da Igreja. Do diário de Simonton: “Domingo, dia 12 de janeiro de 1862, celebramos a Ceia do Senhor, recebendo por profissão de fé, Henry E. Milfor e Cardoso Camilo de Jesus. Organizamo-nos assim em Igreja de Jesus Cristo no Brasil. Foi um momento de alegria e satisfação. Muito mais cedo que esperava minha pouca fé, Deus nos permitiu os primeiros frutos da missão. Senti-me, até certo ponto, agradecido mas não como devia. A comunhão foi dirigida por Mr. Francis Joseph C. Schneider e por mim em inglês e português”.
Não obstante estar a sede no Rio de Janeiro, a maior Congregação Presbiteriana, por vários anos, foi a de Brotas, na província de São Paulo.
Devido à influência do expadre José Manoel da Conceição, o avanço da obra presbiteriana na cidade de Brotas e arredores, prenunciava a importância da zona rural para o Protestantismo Brasileiro.
Com três Igrejas organizadas, respectivamente as do Rio de Janeiro, São Paulo e Brotas, os missionários se reuniram em São Paulo, para organizar o primeiro presbitério, a fim de ordenar José Manoel da Conceição ao Ministério Presbiteriano.
José Manoel da Conceição (1822-1873) foi o primeiro brasileiro a tornar-se ministro protestante. Durante grande parte do seu sacerdócio, nutriu dúvidas e, finalmente, pelo contato com missionários presbiterianos, renunciou formalmente à Igreja Católica Romana e foi batizado e recebido na comunhão da Igreja Presbiteriana, em 23 de outubro de 1864. Foi ordenado Ministro Presbiteriano na reunião constituinte do Presbitério do Rio de Janeiro. Sua obra evangelística - até 1873, quando faleceu - foi um dos principais fatores da expansão da Igreja Presbiteriana.
(Fonte: SAF em Revista, Ano 47, julho, agosto, setembro 2001)
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